Um pouquinho de história…

Transmissor esfriando a cabeça

Transmissor esfriando a cabeça

RESISTINGA! Essa palavra ecoou por algum tempo nas ondas da Rádio Comunitária da Restinga. Por ora, éramos anarquistas que falavam da Coca-cola – uma ouvinte nos pôs em contradição sem entender a nossa ironia com o “vai bizonho”. Em outro momento, éramos parte de um movimento de reorganização da rádio: nós de um lado e o grupo dos 5 de outro. Por fim, a voz silenciou… Voltamos, saimos pelas ruas da Restinga, com uma caixa de som e dois microfones a tira-colo – rádio poste, eis a novidade! Era final de 2004, peregrinamos pelas escolas, fizemos oficinas, transmissões de rádio, rádios postes na feira da Restinga. Em 2005, ganhamos um brinquedinho vindo de terras estrangeitas, um doce e prateado amigo, que só esfriava a cabeça com um ventilador e só parava de xiar quando esfregávamos os dedos em seu lombo. Era março de 2005, a primeira transmissão da rádio cozinha – o quê? Em plena conversa sobre o dia da mulher? Eramos intempestivos, agiamos no impulso, transmitimos… do primeiro programa só as lembranças, e o doce suspiro de quem fez parte daquela história. Hoje é Rádio Quilombo, fruto de um processo de maturidade do grupo – estamos mais velhos, mas jovialmente incontentes. A Restinga ganhou nova cara, ela realmente se fez negra – aquilo que sempre foi -, hoje ela é forte, com novos rostos negros, novos zumbis em conexão com o mundo… Vida longa à Rádio Quilombo.

Marcos Goulart

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